Como mensurar e analisar a fragmentação socioespacial ao longo de 50 anos, conectando-a a políticas públicas e aos impactos na paisagem?
Pesquisa de doutorado desenvolvida de forma independente, tendo como estudo de caso a cidade média de Santa Cruz do Sul — localizada no Rio Grande do Sul, Brasil.
Metodologia: Desenvolvi uma metodologia quantitativa e qualitativa que combinou análise histórica com análise de dados espaciais. Utilizando Python e QGIS, coletei, organizei e analisei dados, criando quatro tipos de indicadores (ambientais, sociais, habitacionais, infraestruturais) para mapear a evolução da fragmentação socioespacial de 1970 a 2022.
Conclusão: A análise revelou a formação de barreiras físicas e simbólicas que acentuam a segregação, com uma nítida distinção entre o norte e o sul da cidade. Enquanto o norte concentra condomínios fechados de alta renda, o sul concentra conjuntos habitacionais populares de baixa renda.
Contribuições: O estudo demonstrou como políticas públicas e dinâmicas de mercado podem reproduzir padrões de exclusão, oferecendo um diagnóstico que serve de subsídio para a formulação de políticas urbanas.
Fontes de Dados: Entrevistas, Políticas Públicas, IBGE, Banco de Dados Municipal, MapBiomas, OpenBuildings, OpenStreetMap, FEPAM/RS, DAER, entre outros.
Ferramentas: Python, QGIS, PostgreSQL/PostGIS.
Outras Publicações:
- Faccin (2025) (pt/br): Artigo submetido ao seminário XXI Enanpur.


