- Período
- 2016–2021
- Local
- Regiões Funcionais 2, 7, 8 e 9, RS
- Parceiros
- Projeto de pesquisa com financiamento FAPERGS (UFRGS, UNISC)
- Meu papel
- Da iniciação científica ao doutorado: coleta e organização de dados, análise estatística e espacial, mapas, coautoria de artigos e capítulos e organização de e-book.
- Dados
- Censo IBGE 2010 (deslocamentos pendulares) · IBGE REGIC 2018 · e-MEC e INEP · Horários de rodoviárias · Dados municipais · Trabalho de campo
- Ferramentas e métodos
- QGIS · Excel · Adobe Illustrator · Mapas de fluxos · Delimitação de áreas urbanas funcionais
O desafio#
O policentrismo, um território organizado em torno de vários centros complementares em vez de um só, é um objetivo do planejamento regional na Europa e, cada vez mais, no Brasil. Mas as regiões administrativas raramente coincidem com a forma como as pessoas vivem e se deslocam. O projeto perguntou o quão policêntricas são, de fato, as regiões gaúchas, a partir de suas cidades médias.
Abordagem#
Esta foi minha principal experiência formativa em pesquisa: entrei como bolsista de iniciação científica e permaneci até o doutorado. Em quatro regiões de planejamento, combinamos dados oficiais de hierarquia urbana com deslocamentos pendulares para delimitar áreas urbanas funcionais (FUAs).
- Hierarquia
Hierarquia urbana e regiões de influência (IBGE REGIC 2018)
- Pendularidade
Proporção de trabalhadores e estudantes que se deslocam entre municípios (Censo 2010)
- FUAs
Municípios acima dos limiares de 5% e 10% agrupados em torno de cada centro
- Síntese
Comparação das quatro regiões e o papel das cidades médias
Resultados#
- Áreas urbanas funcionais identificadas em torno de Santa Cruz do Sul e Lajeado (Região 2), Ijuí, Santa Rosa e Santo Ângelo (Região 7), Santa Maria (Região 8) e Passo Fundo, Erechim, Carazinho e Frederico Westphalen (Região 9).
- Um processo inicial de constituição de FUAs, impulsionado por deslocamentos para trabalho e estudo, com as cidades médias como âncoras.
- Uma produção extensa: dois livros, cerca de dez artigos e vários capítulos, formando uma base teórica e metodológica para pesquisas posteriores e para políticas públicas.
Por que importa#
As áreas funcionais mostram onde o planejamento integrado, do transporte público aos serviços de saúde e educação, faz mais sentido do que os limites municipais. O método usa dados abertos e pode ser replicado em outras regiões.
Livros:
- Silveira & Faccin, orgs. (2021): Urbanização, cidades médias e dinâmicas urbanas e regionais (organização).
- Campos, Maraschin & Silveira, orgs. (2021): Policentrismo, rede urbana e aglomerações urbanas no Rio Grande do Sul (autora dos capítulos 9 a 12).
Artigos:
- Silveira et al. (2017) e Silveira, Brandt & Faccin (2018): estudos exploratórios no Vale do Rio Pardo.
- Silveira et al. (2019a) e Silveira et al. (2019b): a Região dos Vales e as cidades médias de Santa Cruz do Sul e Lajeado.
- Silveira et al. (2020) e Silveira, Faccin & Krug (2021): a região central e Santa Maria.
- Silveira et al. (2022): a região centro-norte e suas cidades médias.
- Silveira, Faccin, Silveira & Seibert (2022): cidades intermediárias e áreas urbanas funcionais na Região Funcional 7.
- Silveira, Faccin, Silveira & Seibert (2023): síntese das quatro regiões.
Mapas#



