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  1. Projetos/

Dinâmicas e Morfologia de Cidades Pequenas

Qual o papel das cidades pequenas na rede urbana regional, e quais são suas dinâmicas socioespaciais e morfológicas próprias?
Período
2021–2024
Local
Região dos Vales, RS (estudos de caso: Sobradinho, Rio Pardo e Encantado)
Parceiros
Rede de pesquisa Mikripoli sobre cidades pequenas
Meu papel
Integrante da rede: análise estatística e espacial, tipologias, estudos de caso comparativos, mapas e coautoria; também ensino e oficinas.
Dados
IBGE REGIC (1966–2018) · Censos IBGE (2010, 2022) · DEE-RS · RAIS e CAGED · Imagens Landsat · Google Earth · OpenStreetMap · Dados municipais · Trabalho de campo
Ferramentas e métodos
QGIS · Análise estatística · Construção de tipologias · Análise morfológica

O desafio
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As cidades pequenas são a maioria dos centros urbanos do Rio Grande do Sul, mas a pesquisa e os instrumentos de planejamento urbano são pensados para cidades grandes. Muitos pequenos municípios surgiram de sucessivas emancipações e têm pouca capacidade técnica. Como parte da rede de pesquisa Mikripoli, trabalhei para descrevê-las com dados, e não com suposições.

Abordagem
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O trabalho transitou por três escalas: a rede regional ao longo do tempo, uma tipologia de cidades pequenas e a forma urbana de cidades específicas.

Três escalas de análise
  1. Rede no tempo

    Regiões de influência das cidades, de 1966 a 2018 (IBGE REGIC)

  2. Tipologia

    Cidades pequenas agrupadas por população, economia, serviços e centralidade (IBGE, DEE-RS)

  3. Morfologia

    Setores censitários, imagens de satélite e campo em três cidades

  4. Síntese

    Subsídios para um planejamento adaptado às cidades pequenas

Resultados
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  • As cidades pequenas formam a maior parte da rede regional, oferecendo serviços básicos localmente, enquanto Santa Cruz do Sul e Lajeado ganharam centralidade pela gestão pública e por serviços especializados, sustentados pela agroindústria do tabaco e de aves e suínos.
  • Uma tipologia de cidades pequenas baseada em como participam da divisão regional do trabalho.
  • Uma morfologia comparada de Sobradinho (compacta), Rio Pardo (crescimento disperso, economia agrícola) e Encantado (expansão fragmentada, economia diversificada), com clara desigualdade centro–periferia nas três.
  • Em 2024–2025, a mesma equipe analisou os impactos das enchentes nas cidades pequenas.

Por que importa
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O trabalho oferece uma linha de base para o planejamento em lugares que costumam não ter uma, e traz as cidades pequenas para os debates sobre desenvolvimento regional e adaptação climática.

Depois, reconstruí os mapas censitários das três cidades em um pipeline aberto e reproduzível em Python: código e figuras no GitHub.

Publicações:

Figuras
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Os mapas censitários e de bairros são produzidos pelo pipeline aberto acima (legendas internas em inglês).

Grade de nove mapas: setores censitários de Sobradinho, Rio Pardo e Encantado coloridos por moradores por setor, moradores por domicílio e renda média do responsável em 2010, com as rendas mais altas nos centros
População, moradores por domicílio e renda por setor censitário (2010).
Três mapas dos bairros urbanos de Sobradinho, Rio Pardo e Encantado, coloridos pelo número de moradores e identificados pelo nome, com as vias principais e os rios
Bairros das três cidades estudadas.