- Período
- 2024
- Local
- Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari, RS
- Parceiros
- Força-tarefa voluntária de pesquisadores; relatório entregue a gestores públicos via COREDE Vale do Rio Pardo
- Meu papel
- Coautora do relatório técnico e do artigo; responsável pela análise geoespacial que identificou as áreas urbanas e edificações atingidas pela inundação.
- Dados
- Mancha de inundação IPH/UFRGS (6 maio 2024) · Google Open Buildings · Setores censitários IBGE (2010) · Rodovias DAER-RS
- Ferramentas e métodos
- QGIS · Python · Análise de sobreposição espacial · Análise documental de instrumentos de planejamento
O desafio#
Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou o pior desastre climático de sua história. Pequenas cidades dos vales do Rio Pardo e do Taquari, muitas com equipes técnicas reduzidas, precisavam tomar decisões emergenciais sem uma visão geral de quais bairros e edificações tinham sido alcançados pela água.
Abordagem#
Uma força-tarefa voluntária de pesquisadores se reuniu para produzir um relatório técnico em poucas semanas. Eu conduzi a análise geoespacial, cruzando a mancha de inundação observada com as edificações, e a equipe revisou os instrumentos de planejamento existentes nos municípios.
- Mancha de inundação
Área inundada observada em 6 de maio de 2024 (IPH/UFRGS)
- Exposição
Edificações (Google Open Buildings) e setores censitários de 2010 (urbanos ou rurais)
- Sobreposição
Edificações dentro da mancha, mapeadas cidade a cidade
- Relatório
Diagnóstico e recomendações para gestores públicos
Resultados#
- 43.600 edificações foram atingidas nos dois vales: 26.633 no Vale do Taquari e 16.967 no Vale do Rio Pardo, 8,7% de todas as edificações e 11,6% das que estão em setores urbanos.
- As cidades pequenas foram as mais atingidas: a inundação alcançou cerca de metade das edificações urbanas de Marques de Souza (54%) e Muçum (51%), e mais de 40% em Roca Sales, Cruzeiro do Sul e Estrela.
- Mapas em escala urbana para os dois vales (incluindo Santa Cruz do Sul, Rio Pardo, Candelária, Lajeado, Estrela, Encantado, Muçum e Roca Sales), mostrando onde se concentram as edificações inundadas.
- A análise evidenciou a fragilidade da infraestrutura (estradas bloqueadas, pontes danificadas) e instrumentos de planejamento que não consideravam o risco de inundação.
Impacto#
O relatório técnico foi entregue diretamente a gestores públicos por meio do COREDE Vale do Rio Pardo, apoiando decisões emergenciais e o debate sobre adaptação climática. O trabalho foi depois publicado como artigo revisado por pares, que destaca a necessidade de apoio institucional dos governos estadual e federal às pequenas cidades e de coordenação de políticas entre escalas.
Leia o artigo (PT/EN): Detoni, Faccin, Silveira, Rorato & Machado (2025), Eventos climáticos extremos e seus impactos socioespaciais em cidades pequenas do Rio Grande do Sul.
Depois, reconstruí a análise em um pipeline aberto e reproduzível em Python, que reproduz as contagens publicadas no artigo: código e figuras no GitHub.
Figuras#
Produzidas pelo pipeline aberto acima (legendas internas em inglês).









