- Período
- 2020–2022
- Local
- Rio Grande do Sul e Região Metropolitana de Porto Alegre
- Parceiros
- Projeto ObservaDR/COVID-19 (mais de 20 pesquisadores); PROPUR/UFRGS
- Meu papel
- Construí e mantive o banco de dados espacial dos 497 municípios, conduzi as análises e produzi os mapas; autora principal do estudo metropolitano.
- Dados
- Secretarias de saúde estadual e municipais · Dados abertos Brasil.io · IBGE (Censo 2010, REGIC 2018) · RAIS (2018) · Registro de estabelecimentos MAPA · FEPAM
- Ferramentas e métodos
- PostgreSQL/PostGIS · SQL · QGIS · Python · Excel · Adobe Illustrator
O desafio#
Em 2020, os casos eram divulgados diariamente para cada um dos 497 municípios do estado, mas os números brutos não explicavam por que o vírus se movia como se movia. Os pesquisadores suspeitavam que a resposta estava na forma como as cidades se conectam: deslocamentos pendulares, acesso a hospitais e a localização de grandes locais de trabalho.
Abordagem#
No projeto ObservaDR/COVID-19, construí um banco de dados espacial que unia os dados epidemiológicos diários à estrutura da rede urbana. Depois aplicamos a mesma abordagem, com mais detalhe, à Região Metropolitana de Porto Alegre, a área mais populosa do estado.
- Casos
Casos confirmados e óbitos diários (SES-RS, Brasil.io)
- Banco de dados
Banco PostGIS cobrindo os 497 municípios
- Camadas de contexto
Pendularidade, hierarquia urbana, acesso a hospitais, frigoríficos, condições de moradia
- Divulgação
Mapas para o público e artigos científicos
Resultados#
- Na região metropolitana, Porto Alegre, Canoas e Novo Hamburgo concentravam 56,3% dos casos confirmados em abril de 2021. O vírus se espalhou ao longo da BR-116 e do eixo do Trensurb, os principais corredores de deslocamento.
- A mortalidade foi maior nos municípios calçadistas, e municípios com infraestrutura domiciliar inadequada tiveram maior transmissão.
- No interior, os casos se concentraram nas cidades médias, que também são polos regionais de saúde, e a vacinação reduziu claramente os óbitos nos dois anos analisados.
- Em Santa Cruz do Sul, o Modelo de Distanciamento Controlado do estado reduziu a circulação e os casos até dezembro de 2020, mas não evitou o crescimento exponencial em 2021.
Por que importa#
O projeto mostrou que a resposta a uma pandemia depende do planejamento urbano: mobilidade, redes regionais de saúde e desigualdade de infraestrutura definiram quem adoeceu. Também mostrou que dados abertos e um banco de dados espacial bem estruturado podem informar a população rapidamente durante uma crise.
Publicações:
- Faccin et al. (2022): um ano de pandemia na Região Metropolitana de Porto Alegre.
- Silveira, Cazarotto, Faccin & Vogt (2020): dispersão da Covid-19 na Região dos Vales e nas cidades médias de Santa Cruz do Sul e Lajeado.
- Stavizki Junior, Faccin & Silva (2022): o Modelo de Distanciamento Controlado em Santa Cruz do Sul.
- Giacometti & Faccin (2024): dois anos de pandemia na Região dos Vales.
Mapas#





